2 de maio de 2006

48ª Postagem

vou colocar essa logo...antes que eu perca de novo..

Poeta Frustrado Consigo Mesmo Reclamando sua Tristeza à Vida

De que me vale este cantar
Se só anseio pela morte?
De que me vale o imaginar
Se foi-se embora a minha sorte?
De que me vale o teu olhar
Se o teu piscar é como um corte,
Ou o infeccioso ar
Se o peito já não mais é forte?

Resposta da Vida ao Poeta

E por que ouves meus cantares
Até o fim e não revela
Teus sentimentos? Por que andares
Sem rumo preso à tua cela?
E por que nunca me falares
Como te sentes e dás trela
Ao sofrimento que nos ares
Inútil paira com cautela?

Poeta tentando forjar uma Desculpa

O faço quase sem pensar,
Está no empírico da mente...
Instinto meu de aniquilar
Felicidades de quem sente
E sempre postou-se a chorar
Pingando a alma eternamente
Motivo pr'este ser gritar
Um grito quase inconsequente.

Vida Dando sua Resposta Final ao Poeta

Rogo-te, ouça-me agora
Pois o que digo é relevante,
Palavras para alguém que chora
Os infortúnios de um errante.
E digo: não mais te apavora,
E abandona este semblante
Pois esta história já outrora
Escrita foi por tal Cervantes.


Marcelo P. Albuquerque

gosto dessa poesia...assim...pela dinâmica dela...mtos versos bobinhos e óbvios...mas gosto dela...

23 de abril de 2006

46ª Postagem

poesia velha...

As minhas rimas de nada valem
Pois já não tenho o que dizer
Escrevo só por escrever,
Parnasianos que o falem.

São rimas simples, sem segredo
Que preenchem as linhas destes versos
Que em pensamentos, submersos,
Estão as linhas do meu medo.

Às vezes, mesmo sem sentido
Por eu sentir-me reprimido
Escrevo quase sem pensar.

Mas nada digo, como quase
Sempre. Estou naquela fase
De escrever sem imaginar.

Marcelo P. Albuquerque

hahaha!!
q mierda!!

19 de abril de 2006

13 de abril de 2006

45ª Postagem

Poesia velha...voltamos com as velhas...

As janelas da minha vida estão abertas
Com cortinas que filtram sentimentos
Que, com a suave música do vento
Dançam as oitavas de um aprendiz.

E as passadas dessa música tão incerta
Consagram na alma tonta, o momento
E que, mesmo com o soprar do esquecimento,
As marcas gravadas não em um triz

Serão perpetuadas...eternidade...
Perdurarão pra nos momentos de saudade
Lembrar de um Carpe Diem com sabor.

E os versos dessa música sempre seguem
Com as vidas que se cruzam e conseguem
Unir de dois ou três um só amor...

Marcelo P. Albuquerque

6 de março de 2006

44ª Postagem

Enquanto aqui em movimento escapa
A formiga do Sol queimando inteiro,
Em algum lugar distante algum barqueiro
Um buraco em sua jangada tapa.

Pobre do barqueiro que atravessa
Pessoas fúteis entre as margens do rio,
Este revoltado e tantas vezes frio
Que só tem lugar pra sua pressa.

De nada mais o barqueiro precisa
Que não de sua simplória jangada
De madeira forte e proa lisa...

Mais um buraco pra sua coleção,
Já que tudo que ele leva em coração
É seu trabalho intenso...mais nada...

Marcelo P. Albuquerque

43ª Postagem

Querer-te é desejar o vívido suspiro
Dos ladrões e dos amantes abordoados
Para si. É sentir-se um tanto atordoado
Por tentar abraçar o mundo em pleno giro.

O simples fato de te olhar é não viver
Em sã consciência com a vida em resto inteira.
É não achar em espírito outra maneira
Que não a de querer em teus braços padecer.

Triste é o homem taciturno que recita
Versos para ti deixando em alma escrita
A melancólica vida em que um dia houve luz.

E mais triste sou eu que além de recitar,
Vivo em madrugada por ti a procurar
Mesmo sabendo que pra ti só tenho a dar
Meu pus...

Que de minha vida unicamente é o que faz jus...

Marcelo P. Albuquerque

27 de fevereiro de 2006

24 de janeiro de 2006

42ª Postagem

Praia de Ipanema (Sábado)

Apenas eu sentado na fina areia da praia
Olhando o pouco que sobrou de beleza no lugar,
Desviando o olhar do lixo tóxico do petróleo
Que, com intimidade, se deposita no mar.

Apenas eu sentado na fina areia da praia
Olhando um pequeno siri tentando se esquivar da multidão.
A ele só resta ser pisoteado ou ir para a água
Totalmente poluída, nenhuma outra opção.

Apenas eu sentado na fina areia da praia
Detestando as pessoas que cospem e xingam em demasia,
Me espanto com a ridícula afirmação de um estúpido que passa
Dizendo que esperava a hora de brigar neste dia.

Eu, apenas eu sentado na fina areia da praia
Me esforaçando profundamente pra gostar de além do que se vê;
Além do lixo humano, dos pobres siris, dos cuspes,
Dos xingamentos, dos barcos motorizados, e etc, só tenho uma coisa a dizer:

Não há gaivotas no céu.

Marcelo P. Albuquerque

3 de janeiro de 2006

41ª Postagem

Bom...até eu voltar p/ Brasília vou pôr as poesias novas...pq tô sem meu antigo caderno...aki vai uma música q fiz hj...é meio bobinha...lá vai...

Apenas eu sentado num degrau da escada.
Me perco na triste e distante lembrança tua.
Tenho a vida curta e a alma cansada,
E os olhos opacos ao movimento da rua.

Não, não consigo entender
Porque teve de ir assim.
E não me importa se é ou não clichê
Quando digo que sem você não há vida em mim.

"Refrão":

De todo o amor que brota no meu peito
O teu é o mais fino e puro.
Palavras simples de um sujeito
Que já não mais que viver no escuro.

E hoje vivo na ilusão
Que um dia irá voltar.
Não importa minha previsão,
Esse dia nunca vai chegar.

"Refrão":
De todo o amor que brota no meu peito
O teu é o mais frágil e puro.
Palavras que com ou sem defeito
Me fazem jurar a alma como juro.

continuação do "refrão":
Juro a alma a ti pra quando quiseres me amar.
Ah, meu bem...eu só quero sentir o dom e o bom de poder voltar a sonhar.

Marcelo P. Albuquerque

P.S.: possível mudança na última estrofe...

27 de dezembro de 2005

40ª Postagem

opa...então...poesia nova...feita no Arpoador...no pôr-do-sol

Apenas eu sentado na rocha junto ao mar.
Um ínfimo ser vivo cuja inspiração
É tentar passar a lápis o que brota em coração
Vazio de horizonte, cor, espera e par.

Um quadro fugidio de singela imitação
De tantos outros homens que em eterno pesar
Travavam batalhas inúteis com o que lhes faltava o ar,
A velha e triste ventura...a busca de emoção.

E eu, apenas eu ao relento na pedra calada,
Um espantalho em espasmo de idéia imaginada,
Busco em palavras monótonas explicar minha tristeza.

A solidão e a saudade em meu sujeito profundo
Não sabem que em meu peito agora jaz moribundo
O sopro de minh’alma, a antiga chama acesa.

Marcelo P. Albuquerque

11 de dezembro de 2005

39° Postagem

então...pausa no 1° ano...só p/ postar as últimas poesias...antes q se percam...

Fui ao bosque procurar o que faltava em mim,
Procurar algo para completar minha alma.
Densa chuva cinzenta a cair como pensamento
Inundando meu âmago com dolorosa calma.
Essa busca desesperada de substância intrínseca
É como o próprio bosque, vazio, e escuro, e frio:
Gigantes troncos fincados sem mobilidade
Com ínfimas copas verdes, as quais espio.
E o chão, coberto de folhas secas tem cheiro
De morte, amarga companheira inevitável.
E o que resta de verdes e delicadas folhas
À deriva é devorado pelos vermes, destino afável.
Até o cheiro da terra é úmido e mórbido,
Inóspita em sua essência, é o fim da cobertura.
E tanto se assemelha a imagem minha com a do bosque
Que é como o espelho que une o criador à criatura.
Quanto mais me aventuro a adentrar neste lugar,
Mais difícil é a visão pois encobre tudo a neblina,
E quando chego ao centro e paro de alma tonta
Percebo aos meus pés uma frágil flor que germina.
Estranhando este sopro de vida parado, singelo à minha frente,
Me vem o entendimento simples e cru, antes bloqueado.
E a obviedade de tudo me traz um sorriso à face
Irônico, a verdade é como um pano bordado...
Ali tudo fez-se claro, neste instante lacônico,
De nada eu precisava que não tivesse em mim,
Um simples e ilusório sentimento que todos temos;
A esperança de haver beleza mesmo no pior lugar enfim...
E agora sei como o vento, estampado em meu espírito
Que fui ao bosque entender o que guardava secreto em mim.

Marcelo P. Albuquerque

4 de dezembro de 2005

38ª Postagem

Aff...não vejo a hora de acabarem as poesias do 1° ano...são mto toscas..eu me envergonho...

Onde estará a matriz
De todo o meu sofrimento?
O que será que eu fiz
Para ter tal “punimento”?
Lágrimas correm constantemente
Dos meu olhos até o chão,
E por mais que eu não agüente,
Busco sempre a razão.
Ajo com hipocrisia,
Enganando o coração.
Minha vida é vazia
E não encontro a solução.
Acho que por tal motivo
Continuo a minha vida,
Pois somente sobrevivo
Porque sei que há saída...

Marcelo P. Albuquerque

27 de novembro de 2005

37ª Postagem

Eu seguirei meu caminho
Mesmo depois de você.
Agora, já tão sozinho,
Eu tentarei te esquecer.

Pode ser muito difícil
Mas juro que vou tentar,
Mesmo sendo um suplício
Essa dor vou superar.

Tu não soubestes das valor
A tudo que eu fiz para ti,
Não mereces meu amor
E agora enxergo o que eu não cri.

Tentarei um outro alguém
Quantas vezes precisar
Pois é impossível que ninguém
Queira um dia me amar...

Marcelo P. Albuquerque

21 de novembro de 2005

36ª Postagem

foi mal galera...outra poesia tosca...1° ano...aff...isso me envergonha...mas msmo assim vou pôr todas...p/ contar qntas tenho...aiai...lá vai...

Quanto vale a nossa vida?
Quanto vale o coração?
E a nossa alma perdida
Procurando por perdão?

Nessa enorme tirania
Onde somos explorados,
Com a crente fantasia
De que somos os culpados...

Como um muro de concreto
Que separa regiões,
Separaram nosso afeto
E os nossos corações...

O sistema opressor
Envenenou a minha mente,
Tirou todo o meu pudor
Me transformando num demente... ¬¬ aff...

E agora num dilema
Só me resta um pensamento:
- Faço eu parte de um esquema
Que só visa o sofrimento?

Nunca terei a resposta
Pois agora estou morrendo,
E assim deixo a vós a mostra
Do que está me acontecendo.

Marcelo P. Albuquerque

16 de novembro de 2005

35ª Postagem

gente...foi mal...essas poesias são ruins mas vcs têm q entender q foram as 1ªs q fiz...

Simples ilusão é o amor,
O amor e sua mágica fatal,
Que enche tua vida de torpor
Mas arranca tua alma no final.

Se o amor não fosse de nada culpado
Eu gostaria de amar.
Pois não ficaria alienado
Ao seu modo de outros sentimentos dominar.

Por isso escrevo aqui minha mágoa,
Já desapontou meu coração.
Escorreu de meu peito feito água
Sem tempo nem de me pedir perdão.

Marcelo P. Albuquerque

10 de novembro de 2005

34ª Postagem

tb 1° ano...

Sempre no agonizante martírio do dia a dia
Sinto uma navalha em minha carne a toda hora.
Uma navalha de tristeza, sempre fria,
Em que todo o ódio humano aflora.

Corações rancorosos e sem piedade
Seguem adiante ao futuro da nação,
Não conhecem um pingo de felicidade,
Pisoteados aos milhares, esmagados no chão.

Faço parte dessa imensa massa infeliz
Que como vermes se atacam e se devoram.
Lembro de todas as atrocidades que fiz
Sem dó nem mesmo daqueles que imploram.

Atônito ao mundo, vejo o tempo passar.
Não tenho mais nada em que eu possa crer,
Nada mais que eu possa desejar
Que não me faça sofrer...

Marcelo P. Albuquerque

8 de novembro de 2005

33ª Postagem

voltando p/ 1° ano...
a gente...foi mal por essas poesias...são mto ruins...foram as 1ªs então sabia mto estruturar um verso...e as rimas são mto pobres...
aí vai...

Parecia um amor
Mas era só ilusão.
O espinho dessa flor
Perfurou meu coração...

Acreditei intensamente
Nas palavras que me disse.
Me senti até decente
Como se eu existisse... (= / aff...mto ruim...foi mal gente)

Mas agora eu já sei
Que não valho um vintém
Pois eu sempre viverei
Nesta Terra de Ninguém...

Marcelo P. Albuquerque

1 de novembro de 2005

32ª Postagem


= P hehe...


bom...acho q essa é a última do caderno antigo do 2° ano...a partir do próximo vou pôr todas do fichário...do 1° ano...

Poesia Cuspida

Foi tudo ilusão e hoje enxergo,
Não vales nenhum pouco do meu amor.
Como pude ser tão estúpido e cego,
E achar que tu eras minha linda flor?

Não consigo te olhar sem nenhum pouco querer
Escarrar no teu nome com orgulho,
E com todo aquele escárnio a escorrer,
Ouvir as ferragens do barulho:

Hipócrita, vã, usurpadora, sanguessuga!
Não prestas pra nada, ó minha ex-donzela.
Boêmia, da noite, que seu corpo aluga.
Para todos os bêbedos estás a dar trela.

Não tenho mais palavras pra mostrar o meu ódio
Contra a tua pessoa, mundana nefasta.
Por mim estarias no topo do pódio,
Usada pela pior de todas as castas...

Marcelo P. Albuquerque