27 de fevereiro de 2006

24 de janeiro de 2006

42ª Postagem

Praia de Ipanema (Sábado)

Apenas eu sentado na fina areia da praia
Olhando o pouco que sobrou de beleza no lugar,
Desviando o olhar do lixo tóxico do petróleo
Que, com intimidade, se deposita no mar.

Apenas eu sentado na fina areia da praia
Olhando um pequeno siri tentando se esquivar da multidão.
A ele só resta ser pisoteado ou ir para a água
Totalmente poluída, nenhuma outra opção.

Apenas eu sentado na fina areia da praia
Detestando as pessoas que cospem e xingam em demasia,
Me espanto com a ridícula afirmação de um estúpido que passa
Dizendo que esperava a hora de brigar neste dia.

Eu, apenas eu sentado na fina areia da praia
Me esforaçando profundamente pra gostar de além do que se vê;
Além do lixo humano, dos pobres siris, dos cuspes,
Dos xingamentos, dos barcos motorizados, e etc, só tenho uma coisa a dizer:

Não há gaivotas no céu.

Marcelo P. Albuquerque

3 de janeiro de 2006

41ª Postagem

Bom...até eu voltar p/ Brasília vou pôr as poesias novas...pq tô sem meu antigo caderno...aki vai uma música q fiz hj...é meio bobinha...lá vai...

Apenas eu sentado num degrau da escada.
Me perco na triste e distante lembrança tua.
Tenho a vida curta e a alma cansada,
E os olhos opacos ao movimento da rua.

Não, não consigo entender
Porque teve de ir assim.
E não me importa se é ou não clichê
Quando digo que sem você não há vida em mim.

"Refrão":

De todo o amor que brota no meu peito
O teu é o mais fino e puro.
Palavras simples de um sujeito
Que já não mais que viver no escuro.

E hoje vivo na ilusão
Que um dia irá voltar.
Não importa minha previsão,
Esse dia nunca vai chegar.

"Refrão":
De todo o amor que brota no meu peito
O teu é o mais frágil e puro.
Palavras que com ou sem defeito
Me fazem jurar a alma como juro.

continuação do "refrão":
Juro a alma a ti pra quando quiseres me amar.
Ah, meu bem...eu só quero sentir o dom e o bom de poder voltar a sonhar.

Marcelo P. Albuquerque

P.S.: possível mudança na última estrofe...

27 de dezembro de 2005

40ª Postagem

opa...então...poesia nova...feita no Arpoador...no pôr-do-sol

Apenas eu sentado na rocha junto ao mar.
Um ínfimo ser vivo cuja inspiração
É tentar passar a lápis o que brota em coração
Vazio de horizonte, cor, espera e par.

Um quadro fugidio de singela imitação
De tantos outros homens que em eterno pesar
Travavam batalhas inúteis com o que lhes faltava o ar,
A velha e triste ventura...a busca de emoção.

E eu, apenas eu ao relento na pedra calada,
Um espantalho em espasmo de idéia imaginada,
Busco em palavras monótonas explicar minha tristeza.

A solidão e a saudade em meu sujeito profundo
Não sabem que em meu peito agora jaz moribundo
O sopro de minh’alma, a antiga chama acesa.

Marcelo P. Albuquerque

11 de dezembro de 2005

39° Postagem

então...pausa no 1° ano...só p/ postar as últimas poesias...antes q se percam...

Fui ao bosque procurar o que faltava em mim,
Procurar algo para completar minha alma.
Densa chuva cinzenta a cair como pensamento
Inundando meu âmago com dolorosa calma.
Essa busca desesperada de substância intrínseca
É como o próprio bosque, vazio, e escuro, e frio:
Gigantes troncos fincados sem mobilidade
Com ínfimas copas verdes, as quais espio.
E o chão, coberto de folhas secas tem cheiro
De morte, amarga companheira inevitável.
E o que resta de verdes e delicadas folhas
À deriva é devorado pelos vermes, destino afável.
Até o cheiro da terra é úmido e mórbido,
Inóspita em sua essência, é o fim da cobertura.
E tanto se assemelha a imagem minha com a do bosque
Que é como o espelho que une o criador à criatura.
Quanto mais me aventuro a adentrar neste lugar,
Mais difícil é a visão pois encobre tudo a neblina,
E quando chego ao centro e paro de alma tonta
Percebo aos meus pés uma frágil flor que germina.
Estranhando este sopro de vida parado, singelo à minha frente,
Me vem o entendimento simples e cru, antes bloqueado.
E a obviedade de tudo me traz um sorriso à face
Irônico, a verdade é como um pano bordado...
Ali tudo fez-se claro, neste instante lacônico,
De nada eu precisava que não tivesse em mim,
Um simples e ilusório sentimento que todos temos;
A esperança de haver beleza mesmo no pior lugar enfim...
E agora sei como o vento, estampado em meu espírito
Que fui ao bosque entender o que guardava secreto em mim.

Marcelo P. Albuquerque

4 de dezembro de 2005

38ª Postagem

Aff...não vejo a hora de acabarem as poesias do 1° ano...são mto toscas..eu me envergonho...

Onde estará a matriz
De todo o meu sofrimento?
O que será que eu fiz
Para ter tal “punimento”?
Lágrimas correm constantemente
Dos meu olhos até o chão,
E por mais que eu não agüente,
Busco sempre a razão.
Ajo com hipocrisia,
Enganando o coração.
Minha vida é vazia
E não encontro a solução.
Acho que por tal motivo
Continuo a minha vida,
Pois somente sobrevivo
Porque sei que há saída...

Marcelo P. Albuquerque

27 de novembro de 2005

37ª Postagem

Eu seguirei meu caminho
Mesmo depois de você.
Agora, já tão sozinho,
Eu tentarei te esquecer.

Pode ser muito difícil
Mas juro que vou tentar,
Mesmo sendo um suplício
Essa dor vou superar.

Tu não soubestes das valor
A tudo que eu fiz para ti,
Não mereces meu amor
E agora enxergo o que eu não cri.

Tentarei um outro alguém
Quantas vezes precisar
Pois é impossível que ninguém
Queira um dia me amar...

Marcelo P. Albuquerque

21 de novembro de 2005

36ª Postagem

foi mal galera...outra poesia tosca...1° ano...aff...isso me envergonha...mas msmo assim vou pôr todas...p/ contar qntas tenho...aiai...lá vai...

Quanto vale a nossa vida?
Quanto vale o coração?
E a nossa alma perdida
Procurando por perdão?

Nessa enorme tirania
Onde somos explorados,
Com a crente fantasia
De que somos os culpados...

Como um muro de concreto
Que separa regiões,
Separaram nosso afeto
E os nossos corações...

O sistema opressor
Envenenou a minha mente,
Tirou todo o meu pudor
Me transformando num demente... ¬¬ aff...

E agora num dilema
Só me resta um pensamento:
- Faço eu parte de um esquema
Que só visa o sofrimento?

Nunca terei a resposta
Pois agora estou morrendo,
E assim deixo a vós a mostra
Do que está me acontecendo.

Marcelo P. Albuquerque

16 de novembro de 2005

35ª Postagem

gente...foi mal...essas poesias são ruins mas vcs têm q entender q foram as 1ªs q fiz...

Simples ilusão é o amor,
O amor e sua mágica fatal,
Que enche tua vida de torpor
Mas arranca tua alma no final.

Se o amor não fosse de nada culpado
Eu gostaria de amar.
Pois não ficaria alienado
Ao seu modo de outros sentimentos dominar.

Por isso escrevo aqui minha mágoa,
Já desapontou meu coração.
Escorreu de meu peito feito água
Sem tempo nem de me pedir perdão.

Marcelo P. Albuquerque

10 de novembro de 2005

34ª Postagem

tb 1° ano...

Sempre no agonizante martírio do dia a dia
Sinto uma navalha em minha carne a toda hora.
Uma navalha de tristeza, sempre fria,
Em que todo o ódio humano aflora.

Corações rancorosos e sem piedade
Seguem adiante ao futuro da nação,
Não conhecem um pingo de felicidade,
Pisoteados aos milhares, esmagados no chão.

Faço parte dessa imensa massa infeliz
Que como vermes se atacam e se devoram.
Lembro de todas as atrocidades que fiz
Sem dó nem mesmo daqueles que imploram.

Atônito ao mundo, vejo o tempo passar.
Não tenho mais nada em que eu possa crer,
Nada mais que eu possa desejar
Que não me faça sofrer...

Marcelo P. Albuquerque

8 de novembro de 2005

33ª Postagem

voltando p/ 1° ano...
a gente...foi mal por essas poesias...são mto ruins...foram as 1ªs então sabia mto estruturar um verso...e as rimas são mto pobres...
aí vai...

Parecia um amor
Mas era só ilusão.
O espinho dessa flor
Perfurou meu coração...

Acreditei intensamente
Nas palavras que me disse.
Me senti até decente
Como se eu existisse... (= / aff...mto ruim...foi mal gente)

Mas agora eu já sei
Que não valho um vintém
Pois eu sempre viverei
Nesta Terra de Ninguém...

Marcelo P. Albuquerque

1 de novembro de 2005

32ª Postagem


= P hehe...


bom...acho q essa é a última do caderno antigo do 2° ano...a partir do próximo vou pôr todas do fichário...do 1° ano...

Poesia Cuspida

Foi tudo ilusão e hoje enxergo,
Não vales nenhum pouco do meu amor.
Como pude ser tão estúpido e cego,
E achar que tu eras minha linda flor?

Não consigo te olhar sem nenhum pouco querer
Escarrar no teu nome com orgulho,
E com todo aquele escárnio a escorrer,
Ouvir as ferragens do barulho:

Hipócrita, vã, usurpadora, sanguessuga!
Não prestas pra nada, ó minha ex-donzela.
Boêmia, da noite, que seu corpo aluga.
Para todos os bêbedos estás a dar trela.

Não tenho mais palavras pra mostrar o meu ódio
Contra a tua pessoa, mundana nefasta.
Por mim estarias no topo do pódio,
Usada pela pior de todas as castas...

Marcelo P. Albuquerque

25 de outubro de 2005

30ª Postagem

Mais uma do 1° ano...

A nobre lua irradia
A vívida luz celestial
Que cobre o leito do dia
Com sua beleza nupcial.

E no começo desse fim,
Naquela noite bem singela,
Eis que paira sobre mim
Das criaturas a mais bela.

Meu coração, agora tépido,
Se rendeu aos seus encantos,
Este que era o mais intrépido
Só faltava estar aos prantos.

E naquele enorme impasse,
Sem saber o que falar,
Como se já não bastasse...
Eu acabara de acordar...

Marcelo P. Albuquerque

23 de outubro de 2005

29ª Postagem

Bom...como sumiu meu caderno...(ainda faltavam algumas poesias de lá) vou pôr em ordem agora...
essa foi a primeira poesia q eu escrevi na minha vida...vejam q tosca...

(06/08/01)

Ardor, por que abrasas meu peito
Com este sentimento de dor?
Tu me pegaste de jeito
Com este insólito amor.

Essa linda e jeitosa donzela
Que num simples olhar me encantou,
Sem nenhum sinal de cautela,
Sua chama me incendiou.

Pena que não posso tê-la,
É só um inconformável ilusão,
Mas também não posso esquecê-la,
Já dominou meu coração...

Marcelo P. Albuquerque

17 de outubro de 2005

28ª Postagem

msmo caderno...do 2° ano...

Eco

Esse meu verbo hoje que é seco
Que corta a alegria dos afortunados
Impele os ratos de todos os becos,
Como num eco o faz um miado.

Decapta a coesão contextual,
Decepa articulado o refletir,
Estranho zeugma paradoxal,
Num sulco mórbido, sucumbir.

Mas de onde vem essa amargura
Que grita e expele essa palavra
Não virginal, já que é impura,
Desilusões que tudo lavra?

De meu acéfalo sentido,
Da refração do meu pensar,
Do globalmente destruído
Escombro meu do imaginar...

Marcelo P. Albuquerque

15 de outubro de 2005

27ª Postagem

Pois é...o msmo caderno...
um poeminha bem besta...mas como eu disse q ia colocar todos...
ah...apesar de ngm ler isso aki...vou dizer p/ entrarem no site...
www.marcelodo.palcomp3.com.br
músicas novas!!
aí vai:

Reforma agrária reprimida
Vida diária só perdida
Por toda área dividida
A quaternária corrompida
A tributária falida
Aquela párea de medida
A ordinária oferecida
A verminária comida
A sanguinária batida
A Candelária jazida
A refratária despedida...
E por aí se vai a vida
Se vai sozinha na avenida...

Marcelo P. Albuquerque

13 de outubro de 2005

26ª Postagem

bom...eu vou pôr qualquer poema aqui viu...desde os mais toscos até os mais bem elaboradinhos...
voltando com o caderno...é mais fácil de saber qnts já foram...se fizer tipo, em ordem cronológica...

Tem uma criança, tem uma criança,
Tem uma criança morta na estrada.
Tem uma criança, aquela criança
Em seu caminho atropelada,
A pobre criança, a doce criança,
A meiga que foi desfigurada...
Impune no trânsito há um motorista
Que matou uma criança atropelada.
E que indignação, e que vergonha
Pois todos olham e não fazem nada,
Parece que todos agora estão
Com a alma já tão homogeneizada
Que vêem a criança, a pobre criança
Agonizando em sua luta cansada
E passam ignorando o acontecimento
Da pobre criança de alma calada...

Marcelo P. Albuquerque

11 de outubro de 2005

25ª Postagem

Quisera ser Camões com seus poemas.
Quisera ser Bocage, libidinoso.
Quisera ser Quintana e seus cantares
Ou ser Gregório de Mattos - odioso.

Quisera ser Cecília com seus ventos
Ou Drummond com suas pedras no caminho,
Ou mesmo ser Augusto, amante da morte,
Ou Chico Buarque e os Passarinhos.

Quisera ser Raul com seu Instinto
Ou mesmo ser Olavo ou ser Alberto,
Ou ser grande Bandeira com seus Sapos
Ou Cruz e Souza com seu sonho incerto.

Quisera um dia poder chegar aos pés
Dos mestres desta língua tão amada.
Mas não sei se há lugar para um revés:
Alguém que poetiza o extremo nada...

Marcelo P. Albuquerque

9 de outubro de 2005

24ª Postagem

êÊÊê!!!! Poesia nova!!
fiz hj!!
Ficou meio estranha mas vai assim mesmo...

Felizes são aqueles que beijam as árvores,
Que sentem o cheiro das flores, que abraçam o céu,
E que nunca pensam no amanhã, nunca pensam...
fazem do dia seguinte um esplêndido troféu.

Felizes são aqueles que beijam as flores,
Que sentem o cheiro do céu, que abraçam as árvores.
Que crêem em contos de fadas, em mitologias antigas.
Que imaginam como seria Pandora ou Perséfones.

Felizes são aqueles que beijam o céu,
Que sentem o cheiro das árvores, que abraçam as flores.
Que vivem vertiginosamente cada minuto, cada momento...
E que se entregam rapidamente à magia dos amores...

Feliz...sou eu...

Marcelo P. Albuquerque