15 de novembro de 2012

Relincho de Felicidade

Reprodução? Só se for da perfeição do meu imaginário. Sem ti tudo é água morna sob os joelhos. Somente um ego morto refletido nos espelhos, A triste máscara do palhaço, fugidia. Somente a incrédula força de uma vida vazia... Sem ti somente as sombras me cumprimentam na rua, Somente os fantasmas alheios me acertam o olhar. Só há redentor sendo lavado por torrentes de loucura. Só há esgoto e petróleo boiando em meu mar. Contigo, porém, há sorriso...paixão de vermelho e cinza, E todas as paletas não são capazes de compor os tons Que brincam de mistura insana, molhada e em compasso caótico Que dançam e relincham nos mais variados sons.

12 de setembro de 2012

Sobre Eixos

Na Capital, não me perdi em traços, em linhas, em planos... Me perdi nas curvas assimétricas daquelas coxas, quadris, pernas. Não reclamei do Estado, da secura que racha a pele, mas da alma que rachou quando ela pensou em ir-se. E aí sim a secura se inverteu me fazendo suar o olho. Na capital...tão nada importa agora esse título corrompido. Patrimônio da humanidade é a força que cada calango (digo candango) tem pra sorrir na seca braba. É esperar a seca pra ver florescer um ipê branco. Eu sou surfista...do lado de cá e de lá...surfo a w3, a eptg, estrutural, eixão... Qualquer caminho cartesiano e não cartesiano que esse Cerrado me convide...é aí que mora minha paixão. (alerta de rima pobre). A ser continuado...

8 de junho de 2012

Teste.

Testando postar direto do aplicativo do Blogger para o Android. Restando em negrito e itálico, agora tudo juntão...hehe.


12 de março de 2012

...

Acalme-se meu bem, fique à vontade no meu peito.
Te escondo dos males se quiser, enquanto quiser.
Juro não te dar nada além do que você precisa e um pouco mais, só pra manter teu vício.
E juro prever-te bem em mim, oferecendo-lhe auspício.
...encoste...deite...durma...relaxe...deixo minha alma fincada, cravada na sua pra que não tenha medo de se perder.
E enquanto nos encontramos na calada eu calo tuas agonias com penas cinzas de fênix desbotada.
E te deixo no estado de amor bruto e desesperado...apaixonada.
E permaneço...

...ali...

...ao lado...


MPA

9 de março de 2012

Cor de Vinho Quando Fode

Impressionantemente meu cinza com teu vermelho misturam-se em vinho.
E é o que combina conosco...derramo na sua pele alcoólica de vento
E sugo do seu ventre a fruta que é meu sustento.
Deliciosa faísca de dedos no entrelaço dos pés à cama
Que por cima da maldade você goza de alegria e aroma...
E pede que eu coma...
E me intoxico com sua paixão bruta e crua, despida de vergonha
E você me quer mais...e me quer...e te quero...e nos temos...
...e mesmo tendo medo a minha mente no teu corpo sonha...

MPA

1 de março de 2012

Aroma

O aroma me invade mesmo antes da tua chegada.
Uma doce correnteza bailando no ar...
Anunciação da forma singela e de pura beleza
Que passa em segundos eternos a me atormentar.
E os teus olhos...ah, duas supernovas de possibilidades.
Negros e brilhantes, dualidade de sim e não.
E eu me afogo ao relance dos teus nos meus
Em breve momento de admiração.
E é só o que me basta pra mais um dia de chuva
Caindo serena enquanto escuto Jeneci...
Me vem a noite lembrar tua imagem
Mexendo com o imaginário que nunca conheci.
E assim vou levando...presente no sonho, ausente no dia...
Sublimo na escrita confusa o olhar a você.
Buscando encontrar a coragem da palavra
Acalmo o peito com a esperança do teu querer.

MPA.

"nova"... de "ontem"...

9 de fevereiro de 2012

5:36

Agora entendo teu quebra-cabeça,
A espiral louca de paixão.
Encaracolando ideias que já eram tortas,
Esparramando peças pelo chão...
O asilo da lucidez é aconchegante,
Talvez a visite ao fim do verão.
Por hora, deixe a saudade no pêndulo,
Bye, bye mente... Tome o lugar, coração.
Os búzios que jogo de volúpia e ego
Só respondem "vá ao teu lugar correto"
E o peito queima, e a espinha esfria
E digo "foda-se, aí vai meu decreto:
Nenhuma hora mais será perdida
Com pensamentos justos, frios e honrosos".
Quero a carne das tuas costelas na boca
E a boca percorrendo caminhos pecaminosos...
Teu cheiro quente de cigarro e pele
Me adormecem a pálpebra, a língua e a face.
E registro lembrando teu peito em meu seio,
Meus cabelos e os teus...conversando em enlace...

MPA

27 de janeiro de 2012

Sonhando... ?

Você deixou teu cheiro de tangerina...no lençol, no travesseiro, em mim...da última vez que esteve em minha cama enquanto eu passeava desacordado pelos cantos da casa e do teu corpo...saudade do nosso infinito inconsciente...

8 de novembro de 2011

. . .

Te leio e volta à tona tudo o que fomos.
Saudade das tuas letras estrategicamente dispostas, sem rima...
E eu...desesperado pra rimar o mundo, pra fechar tudo em forma composta (de dor e ardor)
Quebro meus paradigmas de beleza...tão suave você brinca com as palavras...gostosa maneira de articular ideias em sentidos escritos.
E eu morro...de vontade...de saudade...de tudo que foi e não será...e busco em outros colos uma fúlgida alegria, me enganando sempre, nunca pensando na tua ausência...e morro...

7 de outubro de 2011

Sobre o Néctar Venenoso

Te olho...delicada e deliciosa...
Imagino teu néctar a escorrer pela minha pele
E o calor do teu corpo esquentar minha alma...
Deixo que minha pútrida vontade se revele.
Quero te espancar com minha língua
E te arrebentar o corpo com minha boca,
Comer apaixonadamente teu âmago
Na amplidão lânguida e louca.
E transcender...ao estado de pura lascividade
Pra que somente o pecado se faça presente.
Devorar tua forma até sobrar o nada,
Somente a inconsciência lívida e demente.
Quero acabar com tua vida em gozo,
Sentir teu veneno rasgar minha garganta
E depois do fato mundanamente consumado
Voltar ao estado de santo e santa...

MPA

29 de setembro de 2011

Sem Título

Na louca ânsia...hehe

Hoje vou beber o que restou de ti,
Um último copo de lascivo olhar.
Duas pedras de paixão e clímax
Num líquido lânguido a me aprisionar.
Quedo-me ébrio a tal ponto, sôfrego,
Que minh’alma queima com o ar insano
Até a última gota do teu final infeliz
E intransigentemente desumano.
E assim mato o último sopro de mim
Acabando-me em licor de tua essência.
E já despido de vergonha e de moral
Transcendo em ti a minha indescência...

...estou morto...somente um corpo frio
A perambular pela cidade regurgitando teu cheiro...
E assim a frenética ânsia de te viver
Acabou com meu último suspiro de desespero.

Marcelo P. Albuquerque

A Cortina e o Espelho

Música nova!

Meu espelho se desfez em espinhos de flor
Se quebrou com a imagem do céu
Não reflete mais a forma santa da dor
Virou pó, se fez cortina em véu
E assim busco achar
Resquícios de quem sou eu
No meu copo, no meu corpo vazio.
Enfrento a noite sugando o ar
E a fumaça de quem morreu
Numa fuga que causa arrepio
Não reconheço mais o meu rosto
Nem lembro teu toque meu bem
Despindo a roupa escura do desgosto
Vou tentando ir mais além
Só não mate o que restou de nós na chegada
Eu vou refazer os teus passos
Pedir só um novo amor nessa madrugada
Deixar os corpos em entrelaços.

Marcelo P. Albuquerque

É isso...

19 de setembro de 2011

Da Saudade Discreta

Se tudo que se sente pode ser transcrito,
Busco a incompletude das meias palavras.
Os gestos, os becos das ideias
Margeiam no pensamento minhas lavras.
A lembrança de ti me vem à mente,
Acordado, em pesadelo ou em sonho.
E agradeço a Deus por te ter na alma
E em meu coração é o lugar que te ponho.
Não discorro aqui sobre merecimento
Pois o peito não é construído de razão,
Só sei que sinto ainda, e todos dias,
O formigamento antigo de te ter nas mãos.
Ah, meu amor...se a esperança resta ainda
É porque minha sina é te reencontrar.
Tentando refazer o espelho quebrado
Busco a nossa imagem no tapete lunar.
Quebrei os paradigmas de mim,
Da minha essência, que nunca conheci
E te ofereço um dia, se quiser me ler
Um trecho do poeta Jeneci:
"Tem vez que as coisas pesam mais do que a gente acha que pode aguentar.
Nessa hora fique firme, pois tudo isso logo vai passar.
Você vai rir, sem perceber, felicidade é só questão de ser.
Quando chover, deixar molhar pra receber o sol quando voltar..."
Quero ainda ser tua chuva, e futuramente teu sol
Tudo em seu tempo, te iluminar com meu farol.
...e continuo...

15 de setembro de 2011

Da Esperança

O que mais queria era te encontrar e falar de nós...
Mas cada vez mais a vida te afasta de mim
E isso não é problema ainda, pode ter certeza
Que não deixarei esse ser nosso fim.
Eu sei que errei, e não mereço sonhar
De um dia te ter novamente ao meu lado.
Mas, sinceramente, descobri com tudo isso
Que ao fim do dia quero só o TEU colo cansado.
E a vida segue...até o nosso encontro
Quando a imaginação não estiver mais tão pungente.
Espero que não mate o que resta de mim
Pra que um dia exista o "nós" novamente...

13 de setembro de 2011

Olhei a aliança sobre a mesa, as fotos no mural e doeu.
Mas doeu mais quando vi tuas cartas de punho próprio.
Tão singela arte que tu tens, emoldurando o amor
Na paixão que tínhamos e era nosso ópio.
A saudade rasga meu ser inteiro, atravessa
Toda a matéria do meu corpo moreno.
Rio Negro e Solimões me vem a cabeça imediatamente,
E instantaneamente meu coração vira um flagelo sereno.

12 de setembro de 2011

A Luva

Tudo a ver,
O Brasil e oJapão,
Os teus cachos e minha mão,
Minha boca e você.
Tudo a ver...
Os meu olhos e o teu corpo,
Minha língua e teus ouvidos,
Os teus musicais gemidos...
Os domingos de verão,
Nossa falta de razão
E a preguiça enquanto não vem a chuva.
Só você, ó meu amor,
Me faz sentir o terror
De um dia não poder ser mais tua luva...

Só você,
Pra roubar o meu suspiro,
Toda brisa que eu respiro
Tem o aroma de te ter.
Só você,
Pra acabar com meu desgosto
De ver sempre no espelho
O meu rosto a envelhecer.
Só você...
Quero para a vida inteira
Sem teatro nem maneira,
Só pra ser minha pequena menina.
E eu serei teu arlquim,
Sem pierrot tristinho enfim.
Teu começomeio e fim...
Colombina...

Isso é uma música...Acho que nunca postei aqui.
Só queria que essa aflição indômita
Sumisse do peito e da garganta.
Os nós apertam o choro e destoam
A voz de quem canta.

11 de setembro de 2011

João de Barro

O meu desafio é andar sozinho.
Esperar no tempo os nossos destinos
Não olhar pra trás, esperar a paz
O que me traz...ausência do seu olhar...

Traz nas asas um novo dia
Me ensina a caminhar.
Mesmo eu sendo menino aprendi.
Ô meu deus me traz de volta essa menina
Porque tudo que eu tenho é o seu amor...
João de barro eu te entendo agora
Por favor me ensine como guardar meu amor...

Leandro Léo...

...bem verdadeiro...

Da Perda Culpada 3

Essa agonia que me aperta o peito
E que me faz não saber o dia de amanhã
Me mata a alma vigorosamente
E como sabe Tom, é uma febre terçã.
Só queria te encontrar, cara a cara
Para que todo seu escário pudesses expelir
E, talvez, depois disso conversaríamos
Sobre nós, e a falta de motivos pra mentir.
Meu amor, e ainda te chamo assim,
Queria poder te ter mais uma vez
E sim, ter um relacionamento baseado na desconfiança se preciso for
Pois quero todo dia te conquistar e reafirmar o meu amor...
Leio todo o clichê que escrevo, e que pra ti é só o que sinto
E imagino se me odeias por isso ou fica balançada
Se é o primeiro, tens tua enorme razão,
Se é o segundo, minh'alma fica eriçada.
Sei que te amo, por mais que não acredites
E por mais que o que eu sinto nunca mais seja contemplado
Mas a partir de agora, só verdades...te quero, bem, do meu lado...

Soneto de Separação

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

Vinícius de Moraes.

Clichê...