18 de março de 2010

O Subterfúgio da Desculpa

Eu, na minha ignorância, não percebo
Quando as palavras te tocam intimamente
Fazendo com que as lágrimas brotem nos seus olhos
E escorram em sua alma adolescente.
A desculpa, tardia, apazigua a dor
E reestrutura o zeloso pensamento.
E assim mais uma vez está consolidado
O virtuoso e acarinhado sentimento.
É o amor, que mexe mesmo, que deixa tudo de ponta cabeça e que faz com que o sentido mude se falado pela pessoa amada. E somente ele pode organizar novamente o corpo e o espírito em isonomia apaixonada.
É o amor, que faz eu lembrar de você e esquecer de mim, que tudo de pré-conceito que tenho venha abaixo, tome um fim...fazendo a sua visão se tornar a minha e por isso te aninhar no meu colo...calminha...
E assim ter:
Tuas lágrimas nos meus olhos, meu suor nos seus...
Tua boca em minha orelha, meu cantar na tua alma...
Tua pele na minha língua, meu paladar: teu cheiro...
Teu coração nas minhas mãos, minha vida em ti inteira.

Amo à vera!

22 de fevereiro de 2010

Ode à Nana

Estou quase adormecendo com o som constante do vento
Quando sinto seu cheiro em um pedacinho do travesseiro...
Pronto, é só o que basta pra me lembrar de tantos momentos
Que me deixam arrepiado de paixão por inteiro.
A certeza do meu amor por ti é tão grande e palpável
Que meus olhos, com o calor da emoção, suam...
É aquele velho sentimento que já falei, inefável
De duas amorosas almas que diariamente se insinuam.
E no meio da construção das cenas, em tentação
Vem a lembrança dos corpos moles se entrelaçando
Misturados no ápice dos batimentos do coração,
Lânguido, sôfrego e ao mesmo tempo acelerando.
E por isso tudo, em tão pouco tempo, hoje sei
Que te amo pra sempre...não há o que esconder...
Com essa certeza singela desde o início me joguei
...em você...

MPA

9 de janeiro de 2010

Parênteses...

A casa vazia depois que você se foi
Me deixa imaginando como será o futuro...
Nós dois cantando o boi pro filhote no quarto escuro...

MPA

P.S.: Eu te amo.

8 de janeiro de 2010

Aqui...

Você em meu lar, tão confortável,
Me alegra o coração a um futuro
Cheio de amor e aroma puro
De romance cru e intransmutável...
Os beijos no sofá, bagunças quentes,
As carícias na cama em nosso repouso
E a minha admiração, a que não ouso
Te acordar com medo que me arrebente.

Tudo me faz te amar mais e mais.
E o peito é feliz mesmo quando chora,
Se um dia era o pesar que o habitava, agora
...jaz...e só o jazz reina nessa hora...

MPA.

hehe...jazz só pra descontrair!

16 de dezembro de 2009

Reencontro

Reencontrados novamente o vinho e o pão.
O sumo, a essência do amor em toda história.
As almas em paz e em união
Na humana memória...

Os lábios secos novamente se umedeceram,
E os corpos rijos se amaciaram
E enfim as dúvidas que conheceram
Se calaram.

Ah, só a paixão agora se estabelece,
Fazendo o espírito fluir com leveza.
E todo o sofrimento rancoroso padece
Aos corpos que se amam à mesa.

MPA.

28 de novembro de 2009

O templo do meu Plano é Piloto

Eu descobri meu templo
Na paz dos donos de cachorro,
No abandono dos moradores,
Das ruas vazias de domingo.
Onde as poças d'água dialogam
Com as flores caladas se abrindo.

E em procissão vou caminhando.
No asfalto quente me divirto.
Em passos marcados pelos postes,
Em telhados quebrados,
Em lojas, em lotes.
Eu tiro a coleira do meu espírito.

A causa e o acaso jogam tranqüilos
Um xadrez eterno no meu caminho.
E ao musgo do tronco que me abençoa
Ajoelhado eu reverencio.
Nos becos, nos bares, nos túneis vazios,
A fé me ordena, e eu assovio.

Jorge L. F. Verlindo.

Conheçam Brasília! poema de um brasiliense para essa cidade maravilhosa.
(Prêmio SESC de Poesia Carlos Drummond de Andrade)

27 de novembro de 2009

Chuvinha...

A chuva cai lentamente no meu telhado de zinco,
Um som singelo e constante que leva minha mente a você.
Vagueia o pensamento por todo sentimento que habita
Em meu peito ardente, carente de viver.
Você me trouxe a vida, a beleza e a alegria...
E digo isso sem me importar com o absurdo clichê
Pois é o que sentimos um pelo outro, e a poesia
Nos une como jamais me senti unido a outro ser.

MPA.

22 de novembro de 2009

Seu e minha...

Me sinto no direito e no dever de te cuidar tão bem
Que só por isso sei que te amo a todo instante.
Mas além disso é tanto olhar de espírito cruzado
Que me vejo em teu futuro como marido e amante.
Parece muito precoce todo o meu sentido a ti
Mas só sei que a paixão me pesca em água rasa.
E a tua alma e o teu corpo quando vêm na direção do meu...
Casa!

MPA

17 de novembro de 2009

Quando

Quando será que as coisas vão desandar?
Parece que nunca mais vai acontecer,
Somente sinto que vou amar, e mais amar...
...você...

Espero que nossa história seja longa
E com final feliz de filmes de T.V.
Porque é fato que só quero agora um alguém...
...você...

Só você, pelo resto da vida...
Ontem, hoje, amanhã e depois.
E assim construiremos uma coisa inefável
A dois...

MPA

Meio bestinha...feito agora, direto no rascunho virtual das páginas desse blog...depois faço um mais completo e posto...
bjs!! e bjs especiais!!
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8 de novembro de 2009

Fantasia de Kabuki

Hoje me fantasiei de você
Te vesti como minha pele...
Era um sentimento de pertencimento
Meu carnaval começou e ao que se revele
Eu não sou dos mais alegres da avenida
Porém você trouxe tua boca, tua vida e a tua vinda
Me influenciou a cantar os mais batidos versos de amor...
E agora tudo que era lindo e escuro no meu pensamento
Foi embora com o sopro macio e risonho do vento...

MPA

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2 de novembro de 2009

Aiai...

Meu balanço quebrou...
Caiu pro seu lado
Agora só vivo em seu pé amarrado...
Sempre querendo beijinhos na boca
E sempre querendo carinhos à louca
Imagem de estarmos juntos
E assim, quando formos dois defuntos
Nos encontraremos no túmulo pra mexer o esqueleto
Com um rock, um samba ou saudoso hermeto...
Que você tanto ama e conhece como a palma de sua mão
Assim como conhece os caminhos do meu coração...

Marcelo P. Albuquerque

1 de novembro de 2009

29 de outubro de 2009

Aos Quintanares...

Eu sou um homem fechado.
O mundo me tornou egoista e mau.
E a minha poesia é um vício triste, Desesperado e solitário
Que eu faço tudo por abafar.

Mas tu apareceste com a tua boca fresca de madrugada,
Com o teu passo leve,
Com esses teus cabelos...

E o homem taciturno ficou imóvel, sem compreender
[nada, numa alegria atônita...

A súbita, a dolorosa alegria de um espantalho inútil
Aonde viessem pousar os passarinhos.

Mário Quintana

= D

27 de outubro de 2009

Motivos...

Qualquer motivo eu te dou para um beijo;
Uma gota de chuva em uma folha no chão,
Um sorriso torto e sem graça no rosto
Ou um olhar que acelera o coração...

Qualquer motivo eu te dou para o toque;
A brisa que bate e esfria sua pele,
Um tapa que vem de uma brincadeira
A iminência de um beijo em que a gente se atropele...

Qualquer motivo eu te dou para o olhar;
A pequena distância da ponta do nariz,
A média distante dos nossos corpos na sala
Ou a grande distância no sonho feliz...

Qualquer motivo eu te dou para o amor;
A ânsia de te ter por mais um único dia,
O ato embaraçado do teu corpo no meu...
A tua...e a minha...alegria

Marcelo P. Albuquerque

26 de outubro de 2009

A Plena Happiness

Poesia alterada...

Felizes são aqueles que beijam as árvores,
Que sentem o cheiro das flores, que abraçam o céu,
E que nunca pensam no amanhã, nunca pensam...
Fazem do dia seguinte um esplêndido troféu.

Felizes são aqueles que beijam as flores,
Que sentem o cheiro do céu, que abraçam as árvores.
Que crêem em contos de fadas, em mitologias antigas.
E quebrantam no pensamento a fria forma dos mármores.

Felizes são aqueles que beijam o céu,
Que sentem o cheiro das árvores, que abraçam as flores.
Que vivem vertiginosamente cada minuto, cada momento...
E que se entregam rapidamente à magia dos amores...

Feliz...sou eu...

Marcelo P. Albuquerque

Sentidos...

Somente o cheiro da sua boca, o gosto do seu nariz, o olhar dos seus ouvidos e o som dos seus olhos penetra minha alma...
Somente o gosto da sua boca, o cheiro do seu nariz, o seu som nos meus ouvidos e o seu olhar nos meus olhos rouba minha calma...

MPA

17 de outubro de 2009

No Quarto...

Sentado no seu quarto, conhecendo você...
Sinto seu cheiro, sua música, sua essência.
A música ao fundo, da estranha canadense,
Despe o meu ser de toda indecência.

MPA...

6 de outubro de 2009

03:25

(A N.C.)

Três badaladas de sino ao longe.
É madrugada...Somente os ébrios e loucos na rua.
E eu inebriado com a música suave
Recordo o doce toque da língua tua.


Eis que subitamente me arrepia a espinha
E todos os pêlos do meu corpo cansado,
A chuva surge nos acordes sombrios da noite
Quando sinto a respiração de algo ao meu lado...


Temo olhar no escuro pois a alma congela,
O medo primitivo que habita em todo ser...


(Era apenas meu anjo me assoprando conselhos
No ouvido... Dizendo pra bem cuidar de você...)



Marcelo P. Albuquerque

4 de outubro de 2009

Essa Suzana...

Poesia do Nicolas Behr!

Naquela noite
Suzana estava mais
W3 do que nunca
Toda eixosa,
Cheia de L2.
Suzana, vai ser superquadra assim
Lá na minha cama.