13 de julho de 2011

Saudade

Esse post vai para a "saudade"...dois momentos, um mais leve e outro triste...homenageando amigos que se vão...

Sem Título

Somente nós podemos dizer de modo tão simples
O enorme sentimento que a falta nos traz.
Só uma palavrinha de sete letras
Que traduz a distância que rouba a paz.

Memórias Construídas

...e agora que se vai os sorrisos serão só parte da memória,
Somente história, bem contada, na imaginação construída.
A vida fecha mais um ciclo e abre outro, o da distância,
Infância da saudade que cresce em peito frágil...
E a lágrima...
A lágrima, prefiro dizer, é suor de olho no calor da emoção
É reflexo da ação pensante, reflexão da lembrança errante
Que insiste em rodear as ideias sem pudor.
"e se..." nos perguntamos, "não suma..." nós dizemos
Mas sabemos que o destino acontece e a distância se eterniza.
Então deixemos a dor passear sozinha com a brisa
Enquanto nos abraçamos as almas em eterno momento de afago
E enquanto posso escrever pra ti, meu amigo, que aqui dentro do meu peito sempre será seu abrigo...

MPA.

3 de julho de 2011

W3 : WWW

3 pontos pra chegar na casa dela

www
ponto
Ruas Vazias
ponto
Com (versos e conversas)
ponto
Ela!
W3

Enfim o ônibus me liberta do suor de metal e fumaça e desço (ao lado da banca) rumo a 300 e infinito. Inspiro o ar puro com veemência e seguro meu urro de nervosismo antes da batalha que travo dentro de mim. A força da 300, dos 300 de Esparta, só para uma declaração ao fim de tarde. Chego, toco e desfaleço...ela me esperava sem me saber...seu sorriso e seu beijo me enchem de pátria amada, e a pútrida marca da...
Solidão? Insensatez? Nem lembro mais...

Respiro a cidade, as árvores, a vida...e ela... Paixão cartesiana com entre-eixos de Amor e Loucura...

6 de maio de 2011

Confusão entre-linhas

Pedras, dedos, tampinhas, sementes, bolinhas de gude,
Não estruturados no papel-corrente.
Podemos simbolizar na etérea marca do lápis
E a eterna marca da infância cai impressa na gente...
A marca da infância...grafia precoce da vida
Que aos poucos usa a linguagem como via sacra e certeira,
E o barro úmido e virgem que é a nossa essência
Vai perdendo a fluidez, a malemolência faceira...
E passamos a registrar, e registramos, e o registro anti-sentimental
Se torna realidade até que a arte se torna fuga,
E o que era empírico e "sólido" vira sublimação
No pincel, no art-design e na ibérica língua lusa.
E assim vamos matando o alter ego criativo
E engessando a vida em protocolo moroso,
7 minutos pra ser "livre", frente à folha cinza
Que é o verso do texto de algum estudioso.

E assim, quando resolvemos traduzir a frustração
O cesto está tão cheio que as roupas sujas transbordam.
As ideias fogem a galope montadas nas palavras
E somem o nexo, o sentido, as rimas, e até os verbos se vão...

MPA.

14 de janeiro de 2011

Oficinando poesias

Brasília...

A chuva cai lentamente na noite da cidade impossível.
Pára e volta como sonho de criança, imprevisível...
Sonho...é o que define essa polis de curvas retangulares
E deixa a imaginação de quem não a conhece assim...pelos ares.

E a chuva cai bruscamente na noite da cidade, impossível.
Só para alagar as voltas, retornos, tesouras virando mares.
E algumas crianças sem sonho, sem sono, largadas, encharcadas na rua
Se fazem valer de um abrigo enquanto adoecem outras milhares...

Uma Bolha ao Surfe

Pop! estoura no nariz de um senhor que caminhava
E vira sabão e água novamente em pingos irritantes.
Cena corriqueira de um domingo no parque da cidade
Com suas crianças, cachorros, famílias e patos quase mutantes.
E mais uma bolha sobe ao infinito graciosa
Brincando de mudar de cor enquanto baila com a brisa.
E a cena me lembra uma velha jangada num riacho
Que desliza...

Quisera eu ser essa bolha. Livre de peso, de carne, pensamento
E ter somente o dever de ser leve...no vento...

MPA

5 de novembro de 2010

Psicodelia Zodiacal

Não sei se já postei essa música-cântico-transe que eu e meu querido amigo Rafaelindo Raro fizemos num dia ébrios como Dionísio e Baco...é assim:

(começa o baixo...e só segue ele durante a música toda)
entra voz falando:

Tudo que eu quero é mergulhar num Aquário de Peixes Sagitarianos
onde Virgens Cancerígenas comem Escorpiões...
E Gêmeos montados em Touros pastoreiam suas Cabras
enquanto pelos Ares Balançam-se Leões...

é...hehe...esquina paranóia delirante...
Fui!!

Aqui na Frente...

Vejo pés sujos no edredon...seguidos de coxas, bunda e cabelos encaracolados.
Ah...nada mais feliz que ter você dormindo ao meu lado...

18 de março de 2010

O Subterfúgio da Desculpa

Eu, na minha ignorância, não percebo
Quando as palavras te tocam intimamente
Fazendo com que as lágrimas brotem nos seus olhos
E escorram em sua alma adolescente.
A desculpa, tardia, apazigua a dor
E reestrutura o zeloso pensamento.
E assim mais uma vez está consolidado
O virtuoso e acarinhado sentimento.
É o amor, que mexe mesmo, que deixa tudo de ponta cabeça e que faz com que o sentido mude se falado pela pessoa amada. E somente ele pode organizar novamente o corpo e o espírito em isonomia apaixonada.
É o amor, que faz eu lembrar de você e esquecer de mim, que tudo de pré-conceito que tenho venha abaixo, tome um fim...fazendo a sua visão se tornar a minha e por isso te aninhar no meu colo...calminha...
E assim ter:
Tuas lágrimas nos meus olhos, meu suor nos seus...
Tua boca em minha orelha, meu cantar na tua alma...
Tua pele na minha língua, meu paladar: teu cheiro...
Teu coração nas minhas mãos, minha vida em ti inteira.

Amo à vera!

22 de fevereiro de 2010

Ode à Nana

Estou quase adormecendo com o som constante do vento
Quando sinto seu cheiro em um pedacinho do travesseiro...
Pronto, é só o que basta pra me lembrar de tantos momentos
Que me deixam arrepiado de paixão por inteiro.
A certeza do meu amor por ti é tão grande e palpável
Que meus olhos, com o calor da emoção, suam...
É aquele velho sentimento que já falei, inefável
De duas amorosas almas que diariamente se insinuam.
E no meio da construção das cenas, em tentação
Vem a lembrança dos corpos moles se entrelaçando
Misturados no ápice dos batimentos do coração,
Lânguido, sôfrego e ao mesmo tempo acelerando.
E por isso tudo, em tão pouco tempo, hoje sei
Que te amo pra sempre...não há o que esconder...
Com essa certeza singela desde o início me joguei
...em você...

MPA

9 de janeiro de 2010

Parênteses...

A casa vazia depois que você se foi
Me deixa imaginando como será o futuro...
Nós dois cantando o boi pro filhote no quarto escuro...

MPA

P.S.: Eu te amo.

8 de janeiro de 2010

Aqui...

Você em meu lar, tão confortável,
Me alegra o coração a um futuro
Cheio de amor e aroma puro
De romance cru e intransmutável...
Os beijos no sofá, bagunças quentes,
As carícias na cama em nosso repouso
E a minha admiração, a que não ouso
Te acordar com medo que me arrebente.

Tudo me faz te amar mais e mais.
E o peito é feliz mesmo quando chora,
Se um dia era o pesar que o habitava, agora
...jaz...e só o jazz reina nessa hora...

MPA.

hehe...jazz só pra descontrair!

16 de dezembro de 2009

Reencontro

Reencontrados novamente o vinho e o pão.
O sumo, a essência do amor em toda história.
As almas em paz e em união
Na humana memória...

Os lábios secos novamente se umedeceram,
E os corpos rijos se amaciaram
E enfim as dúvidas que conheceram
Se calaram.

Ah, só a paixão agora se estabelece,
Fazendo o espírito fluir com leveza.
E todo o sofrimento rancoroso padece
Aos corpos que se amam à mesa.

MPA.

28 de novembro de 2009

O templo do meu Plano é Piloto

Eu descobri meu templo
Na paz dos donos de cachorro,
No abandono dos moradores,
Das ruas vazias de domingo.
Onde as poças d'água dialogam
Com as flores caladas se abrindo.

E em procissão vou caminhando.
No asfalto quente me divirto.
Em passos marcados pelos postes,
Em telhados quebrados,
Em lojas, em lotes.
Eu tiro a coleira do meu espírito.

A causa e o acaso jogam tranqüilos
Um xadrez eterno no meu caminho.
E ao musgo do tronco que me abençoa
Ajoelhado eu reverencio.
Nos becos, nos bares, nos túneis vazios,
A fé me ordena, e eu assovio.

Jorge L. F. Verlindo.

Conheçam Brasília! poema de um brasiliense para essa cidade maravilhosa.
(Prêmio SESC de Poesia Carlos Drummond de Andrade)

27 de novembro de 2009

Chuvinha...

A chuva cai lentamente no meu telhado de zinco,
Um som singelo e constante que leva minha mente a você.
Vagueia o pensamento por todo sentimento que habita
Em meu peito ardente, carente de viver.
Você me trouxe a vida, a beleza e a alegria...
E digo isso sem me importar com o absurdo clichê
Pois é o que sentimos um pelo outro, e a poesia
Nos une como jamais me senti unido a outro ser.

MPA.

22 de novembro de 2009

Seu e minha...

Me sinto no direito e no dever de te cuidar tão bem
Que só por isso sei que te amo a todo instante.
Mas além disso é tanto olhar de espírito cruzado
Que me vejo em teu futuro como marido e amante.
Parece muito precoce todo o meu sentido a ti
Mas só sei que a paixão me pesca em água rasa.
E a tua alma e o teu corpo quando vêm na direção do meu...
Casa!

MPA

17 de novembro de 2009

Quando

Quando será que as coisas vão desandar?
Parece que nunca mais vai acontecer,
Somente sinto que vou amar, e mais amar...
...você...

Espero que nossa história seja longa
E com final feliz de filmes de T.V.
Porque é fato que só quero agora um alguém...
...você...

Só você, pelo resto da vida...
Ontem, hoje, amanhã e depois.
E assim construiremos uma coisa inefável
A dois...

MPA

Meio bestinha...feito agora, direto no rascunho virtual das páginas desse blog...depois faço um mais completo e posto...
bjs!! e bjs especiais!!
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8 de novembro de 2009

Fantasia de Kabuki

Hoje me fantasiei de você
Te vesti como minha pele...
Era um sentimento de pertencimento
Meu carnaval começou e ao que se revele
Eu não sou dos mais alegres da avenida
Porém você trouxe tua boca, tua vida e a tua vinda
Me influenciou a cantar os mais batidos versos de amor...
E agora tudo que era lindo e escuro no meu pensamento
Foi embora com o sopro macio e risonho do vento...

MPA

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2 de novembro de 2009

Aiai...

Meu balanço quebrou...
Caiu pro seu lado
Agora só vivo em seu pé amarrado...
Sempre querendo beijinhos na boca
E sempre querendo carinhos à louca
Imagem de estarmos juntos
E assim, quando formos dois defuntos
Nos encontraremos no túmulo pra mexer o esqueleto
Com um rock, um samba ou saudoso hermeto...
Que você tanto ama e conhece como a palma de sua mão
Assim como conhece os caminhos do meu coração...

Marcelo P. Albuquerque

1 de novembro de 2009

29 de outubro de 2009

Aos Quintanares...

Eu sou um homem fechado.
O mundo me tornou egoista e mau.
E a minha poesia é um vício triste, Desesperado e solitário
Que eu faço tudo por abafar.

Mas tu apareceste com a tua boca fresca de madrugada,
Com o teu passo leve,
Com esses teus cabelos...

E o homem taciturno ficou imóvel, sem compreender
[nada, numa alegria atônita...

A súbita, a dolorosa alegria de um espantalho inútil
Aonde viessem pousar os passarinhos.

Mário Quintana

= D